Bem, se
entre 60% e 70% da queima de calorias está ligada ao seu metabolismo em estado
de repouso, não faz mais sentido começar por aí? Sim! Vamos voltar à nossa vela
de gordura do início do texto para fazer uma analogia. Veja o vídeo acima e
perceba que, com o pavio curto, a gordura queima lentamente. Em cerca de 1:50,
o pavio fica maior, o que faz a chama crescer. Com mais fogo, a gordura começa
a queimar bem mais rápido.
Então,
como nós podemos aumentar o fogo do nosso metabolismo interno?
A resposta mais simples é acrescentar músculos. O tecido
muscular, em repouso, queima de duas a três vezes mais calorias que o tecido
adiposo. Exercícios aeróbicos são importantes para sua saúde e
condicionamento físico, não se engane. Mas se sua meta é queimar gordura,
concentre-se um pouco mais em musculação e em exercícios calistênicos –
que usam o próprio peso do corpo como resistência. Isto provavelmente trará
resultados melhores e mais rápidos. Não porque isto queime mais calorias enquanto você os pratica, mas porque isto aumenta sua
chama metabólica, o que queima mais calorias o tempo
todo.
Depois disso, vamos ver a alimentação. Lembre-se, entre 10% e
15% da sua queima metabólica vem da simples digestão da comida. Se você quer
aumentar isso, pode adicionar mais proteínas magras ao que você come. A
digestão de proteínas queima entre duas a três vezes mais calorias do que a dos
carboidratos ou da gordura. Além disso, mesmo que toda caloria consumida (seja
ela tirada de proteína, carboidrato ou gordura) possa ser estocada como
gordura, o corpo estoca mais prontamente a energia obtida da gordura consumida.
Dito isso, uma dieta equilibrada é extremamente importante para se manter
saudável, e mais uma vez: se você quer perder gordura, deve consumir menos
calorias do que gasta.
Por fim, o
componente dos exercícios (entre 15% e 30% do seu metabolismo). Então, sabe
aquilo lá de “fat-burning zone”, zona aeróbica, tudo aquilo que aparece na sua
esteira? Tecnicamente, isso não está errado. Quando você se exercita numa
intensidade menor, está queimando mais calorias que são obtidas da gordura; por
outro lado, em exercícios de mais intensidade, a maioria das calorias queimadas
vem dos carboidratos mais prontamente disponíveis, que são os que você consumiu
recentemente.
PORÉM, tem uma coisinha. Dois terços das calorias que você
queima não têm nada a ver com exercícios; mas isso só acontece se você consegue
criar um déficit calórico. E você consegue isso muito mais facilmente com
exercícios de alta intensidade e intercalados. Isso simplesmente queima muito mais calorias, então
você tem um impacto (perda de gordura) muito maior.
Dizendo de outra forma: mesmo que os exercícios mais lentos, da
“fat-burning zone”, tecnicamente retirem mais calorias da gordura durante o exercício, os
exercícios de alta intensidade vão queimar mais calorias no total, o que
resulta em mais calorias retiradas da suas reservas de gordura com o tempo, o
que vai reduzi-las mais. Além disso, exercícios de alta intensidade tonificam
mais os seus músculos — veja e compare os maratonistas com os velocistas. E,
novamente, mais músculo resulta em um metabolismo mais ativo, e isso acaba
queimando gordura mais rápido.
Para ser
sincero, isto tudo é bem superficial. Este artigo tinha como objetivo ser uma
visão geral e, por isso, há muitas coisas que não puderam ser incluídas. Os
artigos que linkamos têm mais detalhes técnicos e, para aqueles que se
interessarem, recomendamos consultá-los. Mas, para todo mundo, nós esperamos
que este texto tenha esclarecido um pouco melhor sobre como perder a
barriguinha.
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